Temos medos de quê? O que realmente nos ameaça?
- Telma Diniz

- 13 de abr. de 2024
- 2 min de leitura
Vivemos um constante bombardeio de notícias e excesso de informações, falsas e verdadeiras.
Muitas vezes perdemos o discernimento do que realmente é importante para saúde mental de cada ser humano.
Nos tornamos uma espécie que se pensa fora da Natureza, o que é um grande equívoco.
Desenvolvemos uma cultura social, para depois nos sentirmos ameaçados por essa mesma cultura?
As redes sociais e os aplicativos de comunicação instantânea foram inovações de alta eficiência, mas ao mesmo tempo nos deram uma sociedade geradora de ansiedade com tal magnitude que o Brasil é, hoje, o país que mais usa remédios pra ansiedade no mundo.
Nós brasileiros, estamos vivendo numa rapidez tão grande de informações que estamos fora do tempo e do espaço necessários pra viver a vida.
Quando realmente conseguimos dimensionar qual é vida que cada um precisa ter e ser?
Os excessos de compras de objetos, seja pro dia a dia, seja de comidas ultraprocessadas, por exemplo, trazem um grande prejuízo à saúde física e mental e não nos damos conta de quanto realmente precisamos para viver.
A Natureza continua em seu ritmo e nós humanos perdemos o ritmo de como viver com qualidade na Natureza.
Muito comum é ficarmos o tempo todo nos comparando uns aos outros. Comparar a minha vida com a vida dos outros em cada clicada de qualquer rede social.
Os pensamentos de comparação se tornaram uma das formas de educar nossas crianças, o que jamais deveria acontecer, por ser gênese de muitas perturbações dentro das famílias, nas relações sociais e escolares, e consigo mesmo.
As vitrines de fotos e vídeos de todas as redes sociais nos deixam com a falsa impressão de que ali está como devemos ser.
Perdemos a tranquilidade de perceber o que podemos ter e ser em nossas vidas cotidianas. Perdemos a noção que estamos gerando cada vez mais conflitos e sintomas psíquicos.
Ao mal-estar podemos dar novas coordenadas, nos reposicionando a partir de um conjunto de saberes sobre nós mesmos, de onde viemos e pra onde nos orientamos, a partir do que somos no aqui agora. De nossas vivências no presente momento.
Pare! Pense! Analise seu lugar no mundo. E se não conseguir seguir em frente recuperando sua qualidade de vida, peça ajuda a um psicólogo. Reescreva o sentido das coisas e da sua vida agora, e sinta a beleza de estar vivo, vibrante, e sem se sentir ameaçado por seus próprios pensamentos, ou por demandas dos outros.
Faça discernimento do que os outros querem de você.
Cuide-se! E peça ajuda agora mesmo!
