Psicossomática e doenças autoimunes
- Telma Diniz

- 24 de abr. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de mai. de 2024
Existem condições que paralisam uma parte do corpo, e não são tratáveis com medicamentos, ou mesmo pela medicina, como a paralisia de membros inferiores (pernas) ou superiores, como o(s) braço(s), que perdem a funcionalidade e não têm danos neurológicos.
A medicina nesses casos não consegue dar conta deste tipo de adoecimento. A exceção é o médico psiquiatra que pode tratar com psicoterapia, mas sem administração de remédios.
Então é o tratamento psicológico que vai dar conta desses casos.
A psicanálise nasceu a partir desse tipo de caso de paralisias. O tratamento psicanalítico acolhe esses pacientes psicossomáticos e dá um lugar à reconstrução da funcionalidade psíquica desses membros que ficaram disfuncionais ou sem possibilidade de uso.
Outras formas de adoecimentos são as doenças autoimunes, onde o sistema imunológico ataca o próprio corpo.
Esses pacientes são bem cuidados pela medicina, mas o componente psicosocioambiental é o seu principal desencadeante e são doenças dolorosas fisicamente e/ou emocionalmente como a artrite reumatoide, síndrome de Hashimoto, diabete tipo1, doença celíaca, lúpus, psoríase, doença de Crohn, esclerodermia, esclerose múltipla, vitiligo etc
Tanto o adoecer psicossomático, quanto as doenças autoimunes, mostram o quanto o ser humano tem dimensões que o próprio paciente desconhece de si mesmo.
No tratamento, o paciente vai transformar tudo em falas, palavras, trazendo sentimentos e enganos, e até crenças irracionais. Ao falar livremente sobre sua vida interna, intrapsíquica, e também a vida que leva com os outros e com as coisas ao seu redor, o paciente elabora um saber singular sobre sua identidade e funcionamento.
Essa singularidade é de vital importância e o paciente se dá conta de que não existe nenhum outro ser humano igual a ele no universo.
O conhecimento do próprio funcionamento interno traz uma dissolução de fantasias, de imaginações, que estavam como enigmas em seu inconsciente.
O paciente toma posse de seu enorme arcabouço inconsciente, e por fim toma as rédeas de seu corpo e de sua vida cotidiana.
O tratamento psicanalítico habilita-o a ser Senhor de si mesmo. Caídos os enganos, o corpo passa a refletir e retomar sua funcionalidade digna do prazer de viver, com qualidade de vida. E finalmente segue em frente já sem necessidade do tratamento psicológico
